sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Fariseu e o Publicano



A algumas pessoas que confiavam em si mesmas, Jesus lhes propôs uma parábola (Lucas 18.9-14). Nesta narrativa, o Mestre menciona dois personagens: um fariseu e um publicano. O fariseu era um religioso que vivia atolado numa falsa piedade; enquanto que o publicano era um judeu cobrador de impostos odiado pelos seus compatriotas por lhes cobrar tributos exigidos pelo império romano.
A Bíblia diz que esses homens decidiram subir ao templo com o propósito de orar a Deus (v. 10). O fariseu começou a sua oração, dizendo: "Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens" (v. 1).Nesta oração, percebemos um falso agradecimento, porque o fariseu se autojustificou diante de Deus, colocando-se num pedestal, isto é, buscando a autoexaltação. Ele continua: “não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como esse publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto possuo” (v. 11-12).
Diferentemente do fariseu, o publicano sequer levantou a cabeça em direção ao sagrado, humilhando-se. Em sinal de reconhecimento de seus pecados, esse homem batia no próprio peito, rogando ao Senhor sua terna misericórdia: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (v. 13). Ao que foi ouvido: “este [o publicano] desceu justificado para sua casa, e não aquele [fariseu]” (v. 14, grifo nosso). Aleluia!
No final do versículo 14 dessa passagem, está escrito: “porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado”. Melhor dizendo, não adianta a gente querer ser melhor do que os outros, porque, no final das contas, mais cedo ou mais tarde, seremos envergonhados. Ao passo que, ao reconhecermos que somos pecadores carentes do perdão de Deus, e que não somos melhores do que ninguém, seremos honrados pelo Senhor, pois é Ele que nos justifica.
Que possamos, a cada dia, buscar nos humilhar diante do Senhor!

sábado, 15 de julho de 2017

Você costuma examinar as Escrituras todos os dias?

Por João Paulo Souza


Dentre tantos textos interessantes sobre o cuidado com a leitura das Escrituras, um de Atos dos Apóstolos chama-me muito a atenção:
"Ora, estes [de Bereia] foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Atos 17.11).
No versículo acima, podemos ver o cuidado que os crentes de Bereia tinham com a Palavra. A Bíblia diz que eles "examinavam" as Escrituras diariamente, com o fim de conferir se o que o apóstolo Paulo estava pregando casava com o texto sagrado. Ótimo hábito!
E você, costuma conferir nas Escrituras o que o seu líder eclesiástico está pregando e ensinando?

sábado, 24 de junho de 2017

Vício em pornografia: uma abordagem científica

Por João Paulo Souza

Começamos este artigo definindo o conceito de pornografia. É bem verdade que, dependendo da fonte literária ou texto consultado, o significado pode variar. A Wikipédia, por exemplo, dar-lhe o sentido de “qualquer material que desperta pensamentos sexuais de forma vulgar e explícita”[1].
O dicionário online Caldas Aulete, por sua vez, declina pornografia como qualquer “texto, foto, desenho, filme etc. que, com o objetivo único da excitação ou satisfação sexual das pessoas, apresenta ou descreve pessoas nuas ou copulando”[2]. Fundamentados nessas duas acepções, podemos concluir que a pornografia sempre está relacionada ao consumo de material que propague a nudez, bem como a divulgação do comportamento humano voltado para o despertamento da libido e das práticas sexuais.
Através dos milênios, seres humanos construíram e lançaram mão de vários veículos culturais para divulgarem a pornografia. Esculturas, pinturas, escritos, gravuras, peças teatrais, fotografias, filmes e vídeos são exemplos de como a pornografia sobreviveu e sofisticou-se ao longo do tempo. Hoje, porém, a internet tem sido o carro-chefe dessa devassidão, por ser mais acessível, barata e discreta para os seus usuários.

Como a internet é um sistema mundial que interliga computadores espalhados por várias partes do planeta, ela tem um poder de propagação de dados e informações descomunal. Para termos uma ideia, ao digitarmos a palavra “porn” no mecanismo de pesquisa do site de busca Google, encontraremos cerca de dois bilhões de sites relacionados ao tema! Absurdo!
Com esse arsenal pornográfico monstruoso na web, milhões de pessoas são seduzidas e fisgadas diariamente por ele, tornando-se facilmente viciadas. E, no processo do vício, vão acontecendo algumas mudanças significativas no cérebro do adicto, segundo o pesquisador americano Gary Wilson[3]. Wilson é um neurocientista que estuda o impacto da pornografia sobre o cérebro.
De acordo com as pesquisas feitas por Wilson[4], com o surgimento da internet em banda larga, vem acontecendo um fenômeno interessante entre os homens, especialmente entre os jovens: a disfunção erétil induzida pela pornografia. Isso mesmo! O consumo excessivo de pornografia causa impotência sexual!
Segundo Wilson, os homens viciados em pornografia sentem-se muito mais atraídos pelas imagens eróticas que veem na internet do que por mulheres reais. Em outras palavras, o ato de treinarem o cérebro para ficar recebendo altas doses de impressões pornográficas ao longo dos anos, acarretou-lhes uma notória insensibilidade sexual para com suas parceiras.
Nesse sentido, o vício em pornografia assemelha-se ao vício das drogas, em que, geralmente, o viciado passa a usar quantidades ou doses maiores para conseguir se aproximar ou tentar chegar ao prazer que sentiu antes, quando utilizou, pela primeira vez, determinado (s) entorpecente (s). E a necessidade de mais estímulos vai causando aos poucos, no consumidor de pornografia, a dessensibilização peniana, além de outras consequências deletérias: antissociabilidade, procrastinação, falta de energia, ejaculação retardada, ausência de libido, disfunção erétil, depressão, desejo de suicídio etc..
Wilson afirma que a dopamina – um neurotransmissor – é responsável para motivar as pessoas a terem prazer na vida e realizar coisas: trabalhar, estudar, divertir-se etc.. Ele ainda afirma que, com o uso excessivo de pornografia, os níveis de dopamina no cérebro diminuem drasticamente, fazendo com que o viciado acesse cada vez mais materiais pornográficos na internet para alcançar um prazer mais intenso. Assim, saturando-se os receptores de dopamina, o adicto produzirá menos dopamina, que lhe deixa com menos prazer sexual.
Diante dessas palavras, recomendo ao (à) leitor (a) a análise das referências disponibilizadas abaixo, porque nelas há muito mais informações importantes acerca desse assunto. E, caso esteja viciado em pornografia e masturbação, “o segredo é parar de usar pornô”, diz Wilson.
Permitindo Deus, escreveremos um novo artigo sobre esse tema. Porém, abordaremos a pornografia à luz das Escrituras Sagradas. Até o próximo artigo.
Referências
[1] WIKIPÉDIA. Pornografia. Disponível em: . Acesso em: 13/08/2016.
[2] “Pornografia.”. Dicionário Online Caudas Aulete. Disponível em:< http://www.aulete.com.br/pornografia>. Acesso em: 15/08/16.
[3] Vício em Pornografia. Disponível em: . Acesso em: 15/08/16
[4] Entrevista com Gary Wilson. Disponível em: . Acesso em: 15/08/16.
Extraído do site GOSPEL PRIME.