sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fujamos da imoralidade sexual

Por João Paulo Souza


Escrevendo aos irmãos de Corinto, Paulo falou sobre o crente como membro de Cristo (1 Co 6.15). E, na segunda parte deste mesmo versículo, o apóstolo disse: "Tomarei os membros de Cristo e farei deles membros de uma prostituta?". Paulo quis alertar os coríntios, para que estes não violassem os seus corpos com a imoralidade, tão evidenciada naquela cidade.
No versículo 18 de 1 Coríntios 6, o doutor dos gentios afirma: "Fugi da imoralidade [prostituição]" (grifo nosso). Por que ele advertiu os irmãos a fugirem desse pecado? Por que não disse para os coríntios enfrentarem as tentações sexuais? Porque é muito difícil deixar-se envolver por tentações sexuais e conseguir fugir delas.
Uma passagem bíblica muito conhecida que ilustra muito bem essa verdade encontra-se em Gênesis 39. Este capítulo narra a história de José na casa de Potifar. José era o administrador maior da casa de Potifar. Ele tinha livre acesso a todos os cômodos e setores da mansão do seu senhor. Porém, por ser belo de porte e de rosto, a mulher de Potifar desejava-lhe, a ponto de tentar se deitar com ele.
Ao observarmos atentamente a passagem supracitada, identificaremos, pelo menos, três estratégias elaboradas pela mulher de Potifar contra a honra de José. Num primeiro momento, ela lhe fez o convite tentador: "Deita-te comigo" (v. 7). Depois, não sendo atendida pelo homem de Deus, insistiu com ele por vários dias. Todavia, José permaneceu irredutível (v. 10). Na terceira estratégia, a adúltera lançou mão da força física: "Então ela, pegando-o pela mão, lhe disse: Deita-te comigo!" (v. 12). Mas o filho de Jacó não cedeu mais uma vez.
Você pode imaginar quão bela e cheirosa não estava aquela mulher? O "ninho" de amores já estava pronto, esperando os dois pombinhos... Sem dúvida, se José cedesse à tentação, sua honra seria jogada no lixo! A promessa que havia recebido da parte de Deus estaria arruinada, e certamente seria morto por Potifar. Mas não foi isso o que aconteceu, porque o Senhor fez-lhe justiça e interviu em sua história.
Através da história de José podemos compreender que não devemos flertar com as tentações sexuais que nos podem assaltar. Melhor é fugir! Por isso, não manchemos o nosso nome. Não envergonhemos o nome de Deus. Não magoemos as pessoas que nos amam!
"Porque não veio sobre vós nenhuma tentação que não fosse humana. Mas Deus é fiel e não deixará que sejais tentados além do que podeis resistir. Pelo contrário, juntamente com a a tentação providenciará uma saída, para que a possais suportar" (1 Co 10.13).

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Daniel, um homem de oração

João Paulo Souza


Quem ler o livro de Daniel, fica impressionado com a demonstração de fidelidade dele. Mesmo rodeado de falsos amigos e de ambientes hostis à sua fé, Daniel permaneceu firme em suas convicções acerca de Deus.

A despeito de tantos desafios impressionantes que Daniel enfrentou na Babilônia, chama-nos a atenção a maneira como ele lidou com o edito do rei, que havia assinado contra qualquer súdito que buscasse outro deus além de sua pessoa. Daniel, diante da postura negativa do rei Dario, não baixou a guarda, mas buscou a Deus em oração (Dn 6.10).

A postura de Daniel diante das ameaças, ensina-nos algumas lições. Vejamos Daniel 6.10:

1) Mesmo passando por perseguições terríveis, devemos orar a Deus: "quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa[..] e orava";

2) Devemos sempre ter um lugar específico de oração: "entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto[...] orava";
3) Na oração, devemos ter disciplina: "três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava";

4) O agradecimento ao Senhor também deve estar em nossas orações: "e dava graças, diante de seu Deus";
5) A oração deve ser constante em nossas vidas: "[...] e orava[...] como costumava fazer".

Nós não poderíamos terminar este escrito sem dizer que, quando o rei assinou o edito contra Daniel, este tinha cerca de 85 anos de idade, ou seja, era um idoso. Mas o que podemos aprender com isso? Que, mesmo se formos jogados na "cova dos leões", a perseverança na fé e nas coisas de Deus é o segredo para que o Senhor possibilite vivermos os seus milagres:

"O meu Deus, enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum" (Dn 6.22).

Aleluia!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ninguém vos domine ao seu bel-prazer

Por João Paulo Souza



O apóstolo Paulo, advertindo os crentes colossenses sobre as falsas doutrinas, alertou-os que havia líderes ali que queriam dominar suas vidas, demonstrando aparência de humildade. E, detectando esse tipo de comportamento, disse aos irmãos de colossos:
1) "Ninguém se faça árbitro contra vós outros" (Cl 2.18). Se fazer árbitro contra o próximo significa querer mandar na vida alheia, de modo que o próximo não tenha liberdade para viver. Por exemplo, há líderes que querem saber o que comemos, o que bebemos, com quem andamos, onde dormimos, onde trabalhamos, com quem namoramos (noivamos ou casamos), de que horas saímos ou chegamos em casa, quais os nossos planos para o futuro... enfim, uma enxurrada de informações que, em sua totalidade, não lhes compete saber. Inclusive adoram vasculhar a vida alheia por meio das redes sociais, como Facebook, Instagram, Whatsapp etc., com o intuito de, caso não se deixem dominar, prejudicá-los de alguma forma. Porém, caso tenham um cargo hierárquico "inferior", denunciem os irmãos, mesmo sem motivo, aos seus líderes, para que estes tomem "providências".
2) "Pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal" (Cl 2.18). Os falsos líderes que estavam em Colossos aparentavam serem humildes, mas, na verdade, eram hipócritas. Certamente, esse tipo de gente tenta, a todo custo, dominar o próximo por meio de comportamentos que, a olhos nus, são "aprovados" pela massa eclesial. Além disso, adoram contar suas supostas experiências com Deus, com o intuito de mostrar para a igreja que são mais espirituais do que os irmãos. Mas o apóstolo Paulo percebeu os ardis daqueles falsos líderes e, sabiamente, advertiu os colossenses.
3) "[...] e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus" (Cl 2.19). Esses falsos líderes são estão - nem um pouco - preocupados em agradar a Cristo. O que eles querem mesmo é serem reverenciados pela igreja, tomando, desse modo, o lugar devido a Cristo: "não retendo a cabeça [Cristo]" (grifo nosso).
A partir do exposto, fica fácil de entendermos que o verdadeiro líder cristão não se preocupa em dominar os seus liderados, mas, conforme Pedro disse, procura servir ao rebanho como exemplo: "nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho" (1 Pe 5.3).