quinta-feira, 7 de novembro de 2019

RÁDIO BEREIA: A Voz de Deus no seu lar


Logotipo da Rádio Bereia


Amados leitores, queremos divulgar a RÁDIO BEREIA,  rádio web da Igreja Batista Missionária Kadosh, em Recife-PE. Esta ferramenta de comunicação está apenas no início.

Você pode ouvir a RÁDIO BEREIA por este link: bereia.radio12345.com

Conheça também o Facebook da nossa rádio: https://www.facebook.com/bereia.bereia.98

Esperamos que você seja ricamente abençoado (a)!

Em Cristo,

João Paulo Souza

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Os 5 tipos de dízimos da Bíblia


Por João Paulo Souza



Longe de querermos trazer alguma polêmica - embora entendamos que falar sobre dízimo não seja algo tão simples em nossos dias -, porque a depender das interpretações, sempre haverá pessoas a favor ou contra a sua prática. Contudo, esperamos esclarecer aos nossos leitores sobre cinco tipos de dízimos que as Escrituras falam, mas que nos púlpitos de nossas igrejas, em nossas escolas dominicais e em outras instâncias educacionais cristãs quase nunca são mencionados em sua abrangência.

O dízimo de Abraão

A primeira vez que a palavra “dízimo” é mencionada na Bíblia é em Gênesis 14.20: “E deu-lhe o dízimo de tudo”. Esta atitude de Abraão revela-nos o costume dos povos semitas daquela época de oferecerem a décima parte da produção de suas plantações e de seus animais ao Senhor ou a alguma autoridade específica, como ocorreu no caso do Rei de Salém (Gn 14.18). Todavia, nesse episódio, que aconteceu bem antes da Lei de Moisés, Abraão ofereceu a Melquesedeque o dízimo dos despojos de guerra. Porém, as Escrituras não explicam claramente o porquê do patriarca dar a contribuição.

De acordo com Champlin[1], fora da cultura judaica havia muitas culturas antigas que praticavam o dízimo. Além disso, ainda segundo esse autor, a prática existia entre outros povos, tais como os gregos, os romanos, os cartagineses e os árabes. Para estas culturas, era um hábito que fazia parte da piedade religiosa.

O dízimo dos levitas

 “Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação”, disse Deus (Nm 18.21). Os levitas passaram a receber esse auxílio consagrado porque não tinham nenhuma herança no meio dos israelitas (Nm 18.23). E essa contribuição servia para a sua manutenção.

O dízimo dos dízimos

Outro tipo de dízimo que havia nos tempos bíblicos era o dízimo dos dízimos, retirado do que os levitas recebiam dos israelitas. Essa contribuição era “considerada equivalente à do trigo tirado da eira e do vinho do tanque de prensar uvas” (Nm 18.27, NVI[2]).  Em Neemias 10.38, está escrito que “o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando os levitas recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à Casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro”. Números 18.26 fundamenta esta verdade: “[...] também falarás aos levitas e dir-lhes-ás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel [...], deles oferecereis uma oferta alçada ao SENHOR: o dízimo dos dízimos [...] e deles dareis a oferta alçada do SENHOR a Arão, o sacerdote”.

O dízimo das festas

O quarto tipo de dízimo mencionado na Bíblia é o dízimo festivo. Sobre este evento, Deus havia dado ordem para que, dentre os holocaustos, os sacrifícios, as ofertas alçadas, os votos, as ofertas voluntárias e a entrega dos primogênitos, os israelitas trouxessem ao lugar que Ele escolheria também os dízimos que deveriam ser extraídos dos nove décimos restantes da produção do povo[3], já que este deveria entregar aos levitas um décimo de suas colheitas, frutas e animais dos rebanhos. Nesse lugar que Deus, à época, iria escolher - ou seja, posteriormente Jerusalém -, o povo de Israel deveria comer esses dízimos perante o Senhor e se alegrar em Sua presença, celebrando a ocasião de maneira festiva (Dt 12.5-6, 11-12, 17-19).

O dízimo trienal ou dízimo da caridade

Podemos entender acerca do quinto tipo de dízimo pelo que está escrito em Deuteronômio 14.28-29:

Ao fim de três anos, tirarás todos os dízimos da tua novidade no mesmo ano e os recolherás nas tuas portas. Então, virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda a obra das tuas mãos, que fizeres.

Como mencionado, essa contribuição caridosa era feita a cada três anos, e era chamada de “o ano dos dízimos” (Dt 26.12). Ela não deveria ser levada ao tabernáculo, mas sim compartilhada com os pobres daquele tempo. Era um mandamento divino (Dt 26.13-14) e trazia consigo grandíssimas promessas de Deus:

E o SENHOR, hoje, te fez dizer que lhe serás por povo seu próprio, como te tem dito, e que guardarás todos os seus mandamentos. Para assim te exaltar sobre todas as nações que fez, para louvor, e para fama, e para glória, e para que sejas um povo santo ao SENHOR, teu Deus, com tem dito (Dt 26.18-19).

O dízimo no Novo Testamento

No Novo Testamento não encontramos nenhuma passagem bíblica que fortaleça a prática do dízimo como sendo uma lei para nós, gentios. Talvez você discorde do que estamos dizendo simplesmente por causa do texto que está em Mateus 23.23, quando o Senhor Jesus repreende alguns religiosos:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas.

Para esclarecermos essa passagem precisamos fazer-nos algumas perguntas. Jesus era judeu? Sim. Os escribas e fariseus também o eram? Sim. Para Jesus, o que era mais importante? Os dízimos da hortelã, do endro e do cominho ou o juízo, a misericórdia e a fé? Sem dúvida o juízo, a misericórdia e a fé. Segundo o Mestre estes eram mais importantes. Outra pergunta: Em algum momento Jesus insinuou que essa prática era obrigatória para os gentios? Não.

O que há no Novo Testamento são textos que enfatizam a liberalidade cristã, ou seja, a lei da generosidade. Por exemplo, na coleta para os cristãos pobres da Judeia, o apóstolo Paulo orienta os irmãos coríntios a que fossem generosos em seus donativos:

E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria (2 Co 9.7-8).

A prática da liberalidade cristã provoca bênçãos efusivas da parte de Deus sobre quem tem um coração convertido e generoso:

E Deus é poderoso para tornar abundantemente em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus (2 Co 9.8-11).

Considerações

Biblicamente, a prática do dízimo hoje não é lei para os cristãos, nem é parâmetro para a salvação, mas também não é condenável diante de Deus, já que quem contribui sadiamente na obra do Senhor o faz voluntariamente e por fé. Sem dúvida, as nossas contribuições tem servido para ajudar os necessitados, para expandir o Evangelho do Senhor Jesus Cristo pelo mundo através de missionários e de diversos meios de comunicação, para sustentar líderes que trabalham em tempo integral nas igrejas (2 Co 11.8-9; 1 Tm 5.18), para construções de congregações, onde podemos nos ajuntar como igreja e adorar a Deus de forma mais organizada, para criar, manter e ampliar projetos verdadeiramente sociais. Em suma, podemos contribuir consciente e eficazmente na obra do Senhor, “porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do trabalho de amor que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis” (Hb 6.10).

_____________________
[1] CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia. 13ª ed. Vol. 2. São Paulo: Hagnos, 2015, p. 201.
[2] Nova Versão Internacional.
[3] PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 572.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Série erros eclesiásticos: proibição de visitar outras denominações

Por João Paulo Souza

Começando por este texto, estaremos escrevendo aqui uma pequena série de escritos relacionados a alguns erros cometidos por diversas igrejas evangélicas. Certamente não temos a pretensão de falar de nenhuma denominação em particular, mas identificar incorreções praticadas por elas tidas como bíblicas, mas que de bíblicas não tem nada, porque criam, na verdade, situações e estados desagradáveis no seio do povo de Deus.

Também adiantamos que essa exposição será abrangente, pois abarcará desde regras meramente humanas até erros doutrinários grosseiros. Para tanto, neste primeiro artigo vamos tratar da proibição de visitação a outras denominações evangélicas. Esperamos, desse modo, que esses artigos sirvam de alerta e de orientação aos leitores.
Quem nunca soube de algum pastor ou líder de alguma igreja evangélica que proibiu e continua proibindo suas ovelhas de visitarem outras denominações evangélicas? Esta prática é bastante conhecida no meio cristão. Não precisamos ir muito longe para presenciarmos essa grosseira proibição. Segundo os líderes dessas igrejas exclusivistas, esse impedido é para que as “ovelhas” não peguem “carrapichos” em outros rebanhos, isto é, para que não aprendam doutrinas falsas e usos e costumes “diferentes”, trazendo possíveis prejuízos para as suas igrejas. Mas será que essas argumentações se fundamentam nas Escrituras?
No tocante à união do seu rebanho, Jesus afirmou aos seus discípulos: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13.34-35). Primeiro, ao analisarmos este trecho bíblico, vemos o Senhor ordena que os seus seguidores se amem; segundo, deixa claro que esse amor seria o sinal identificador de que seus seguidores realmente eram seus discípulos: “Nisto todos conhecerão”.
Outro texto muito importante para refutarmos o erro de se impedir membros de visitarem outras igrejas é o fato de que essa atitude produz segregação entre o povo de Deus, especialmente entre os próprios parentes. Conheço um caso em que um membro de uma igreja centenária daqui de Recife foi ameaçado indiretamente pelo líder da congregação se visitasse a igreja em que sua mãe fazia parte. Detalhe: a mãe desse membro era de uma denominação diferente da do filho. Um absurdo! Por isso que o apóstolo Paulo alertou os crentes do seu tempo – e por extensão, a nós também -, quando disse: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade (…) estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus” (Colossenses 2.18-19).

Outro texto bíblico que desmente nitidamente essa arbitrariedade cometida por muitos líderes está em Marcos 9.38-40:
E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que, em teu nome, expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: Não lho proibais, porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós é por nós.
No texto acima percebemos que João tinha uma visão errada da igreja de Jesus. O filho de Zebedeu entendia que só eram de Jesus aquelas pessoas que andavam pessoalmente com o Mestre: “o qual não nos segue”. Será que esta atitude de João não nos parece familiar em nossos dias? Todavia, ao perceber o erro crasso do irmão de Tiago, o Senhor o contrariou, ao dizer: “Não lho proibais, porque ninguém há que faça milagre em meu nome e logo possa falar mal de mim”.
“Porque quem não é contra nós é por nós” é uma expressão de Cristo que deve ser considerada profundamente por todos nós. Se somos a favor de Jesus, independente da denominação evangélica em que estamos servindo a Ele, o Pai será conosco e permanecerá em nós, pois, como declarou o Filho, Ele e o Pai são um (Jo 10.30). Ou seja, se, por meio do Espírito Santo, Cristo está em nós, o Pai também o estará.
Por conseguinte, chegamos à conclusão de que a proibição de se visitar outras denominações evangélicas não se sustenta à luz das Escrituras. O que, na verdade, esses líderes autoritários querem é dominar o rebanho e fazê-lo de massa de manobra (Colossenses 2.18). Bem diferente desses ditadores, o apóstolo Pedro aconselhou os líderes no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, dizendo o seguinte:

Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles (…) apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. (1 Pedro 5.1-3, grifo nosso)
Observemos que aqueles líderes deveriam liderar “entre” os irmãos, e não “sobre” os irmãos. A expressão “entre” deixa-nos claro que os verdadeiros líderes não lideram dominando o rebanho, mas cuidado dele e servindo de exemplo como homens de Deus. Como verdadeiros pastores, servem às ovelhas de forma voluntária, com alegria e sem interesses gananciosos. Contrariamente, por debaixo dos panos da proibição de se visitar outras igrejas geralmente está a cobiça pelo poder institucional, pela fama pessoal e pela riqueza patrimonial. Para confirmarmos estes maus intentos, basta-nos observarmos como vivem esses opressores. À propósito, como é o líder de sua denominação? Ele serve ao rebanho ou domina sobre o povo do Senhor?
Espero que tenha gostado deste texto. Até o próximo escrito!

Artigo publicado no Gospel Prime.

domingo, 11 de novembro de 2018

Quando Deus desaparece

Por João Paulo Souza




Hoje, em nosso meio, contrastando com a teologia de João, a “teologia do eu” vem tomando conta de nossas igrejas, nas quais homens inescrupulosos são literalmente entronizados, tendo os seus nomes venerados por audiências incautas e idólatras.
Pelo título deste artigo, talvez você ache um paradoxo pensarmos que Deus possa desaparecer, já que Ele é um ser espiritual e invisível (Cl 1.15). De fato, ninguém jamais teve uma visão perfeita de Deus (1 Jo 4.20). Porém, ao nos referir a “desaparecer”, queremos evidenciar a perspectiva teológica entendida por João Batista: “Convém que ele [Jesus] cresça e que eu diminua” (Jo 3.30, grifo nosso).
No auge de seu ministério, João Batista viu Jesus despontando com muita força na Palestina. O filho de Isabel e Zacarias foi o precursor do Mestre na pregação do arrependimento de pecados e no batismo em águas dos que se voltavam para Deus. Mas, num certo dia, foi avisado pelo próprio Deus que iria aparecer um homem que atrairia a atenção do povo para si: “Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus” (Jo 1.32, 34).
Após receber a notícia de que deixaria de ser o centro das atenções, pois certamente a sua audiência iria diminuir, João agiu naturalmente: “É necessário que ele [Jesus] cresça e que eu diminua” (Jo 3.30, grifo nosso). João tinha uma teologia saudável. Ele entendia que precisava “desaparecer” diante dos homens para que Jesus pudesse ser notado com mais veemência entre o povo.
Todavia, com uma teologia inflamada pelo ego, os discípulos de João foram até ele tentar dissuadi-lo do propósito de “desaparecer” de entre os homens, dizendo que Jesus estava batizando, e que “todos lhe saíam ao encontro” (Jo 3.26). Ao que respondeu aos seus pupilos: “O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” (Jo 3.27). Com esta resposta, o precursor do Mestre queria ensinar duas coisas aos seus discípulos: 1) todo ministério tem começo, meio e fim e 2) que eles precisavam estar sensíveis para perceberem Deus agindo no ministério de Jesus.
A perspectiva teológica de João não fundamentava o seu sucesso na busca da fama de seu ministério, mas na preeminência de Jesus em tudo. Para João, Jesus “crescendo” é o que importava, pois foi para isso que ele veio ao mundo, porque a sua missão era ser apenas uma “voz”, a voz do que clamava no deserto (Jo 1.23).
Contudo, hoje, em nosso meio, contrastando com a teologia de João, a “teologia do eu” vem tomando conta de nossas igrejas, nas quais homens inescrupulosos são literalmente entronizados, tendo os seus nomes venerados por audiências incautas e idólatras. Essa compreensão humanista e diabólica, alicerçada na busca do “aparecer” e do “crescer” humanos, tem legitimado o “desaparecimento” paulatino de Deus desses cultos e da vida diária dessas igrejas, corroborando, assim, está inegável verdade: “Quando o homem aparece, Deus ‘desaparece’”.
Texto publicado no Gospel Prime.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

8 atitudes que mostram se você idolatra sua denominação

Por João Paulo Souza


“Denominaciolatria” nada mais é do que a adoração a uma denominação, seja ela política ou comercial ou eclesial etc.. Porém, trataremos aqui da adoração a instituições cristãs. E essa veneração, por vezes, é ensinada pelos próprios líderes aos seus liderados, culminando, dessa forma, no pecado da idolatria: “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20.3).
Analisando a prática denominaciolatra de alguns cristãos, mostramos, a seguir, 8 atitudes que eles frequentemente aderem. Vejamos abaixo:
  • Acreditam que somente a sua denominação é a Igreja de Jesus, e que, nas outras igrejas evangélicas, não há salvos em Cristo;
  • Costumam saudar apenas cristãos que fazem parte de sua denominação, pois acreditam que os crentes de outras igrejas não são seus irmãos, mas primos na fé;
  • Creem piamente que somente os crentes de sua denominação irão para o Céu;
  • Geralmente quando conversam com irmãos de outras instituições cristãs evangélicas, costumam enfatizar que a sua igreja é a melhor de todas, que tem os melhores cantores e pregadores, e que trabalham mais para Jesus do que qualquer igreja;
  • Quando evangelizam, falam mais de sua denominação do que de Cristo, ou seja, a propaganda denominacional é o que mais importa;
  • Divulgam mais a sua denominação cristã, em vez de priorizar a divulgação do Reino de Deus. Inclusive usam bastante as redes sociais para fazê-lo;
  • Acham que os membros de sua igreja são mais santos do que os de outras denominações;
  • Têm uma visão romântica acerca da denominação da qual fazem parte. Veem sua igreja como perfeita. São, de fato, apaixonados por essa instituição.
Indubitavelmente, é lamentável que, em pleno século XXI, vejamos essas atitudes no meio evangélico – inclusive de gente que se diz esclarecida com relação às Escrituras. Como disse alguém: “Uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa”. Traduzindo: Falar é fácil, mas viver são outros quinhentos!
Tomemos muito cuidado com a denominaciolatria. Caso contrário, construiremos, à semelhança dos israelitas no deserto, “um bezerro de ouro” e nos prostraremos diante dele.
Artigo publicado no Gospel Prime.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

MENINA CRISTÃ ENFRENTA BULLYING EM ESCOLA DA TUNÍSIA

Ore pelos cristãos perseguidos na Tunísia (Foto representativa)

“VOCÊ VAI PARA O INFERNO”, É O QUE A PEQUENA TUNISIANA MARYAM, DE 11 ANOS, OUVIU DA COLEGA DE ESCOLA POR SER CRISTÃ
A seleção da Tunísia entrou em campo no último dia 18, segunda-feira, para participar da Copa do Mundo pela quinta vez. Em seu histórico de jogos na Copa do Mundo, a Tunísia teve apenas uma vitória, 2 empates e 5 derrotas. Marcou sete gols e sofreu sete. Sua única vitória foi na partida de estreia em 1978, na Argentina, ao derrotar o México por 3×1. Foi a primeira vitória de um país africano na fase final de uma Copa do Mundo. Além da tímida participação em Copas do Mundo, outra característica marcante da Tunísia é a intolerância com minorias religiosas. O país ocupa a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018, sendo um dos países onde é mais difícil se viver como cristão.
A pequena Maryam*, de 11 anos, sabe bem disso. Às vezes ela volta da escola chorando. Seus pais são bons ouvintes e tentam confortá-la. Algumas vezes eles a ensinam o que a Bíblia diz sobre perseguição e tempos difíceis que os cristãos atravessam, e também oram com ela. Ela contou a eles que “você vai para o inferno” foi a frase que ouviu da colega Fatima e que ninguém quer falar ou ficar com ela na escola. Maryam é a única cristã da sala. Apesar da pouca idade, já sabe o que significa a perseguição em países no Norte da África.
Mas Maryam sabe também que não é a única cristã que passa por isso. Na igreja, na sala das crianças, ela conversa sobre esse tipo de constrangimento com os amigos cristãos. A igreja é o lugar onde ela sabe que é aceita. E esse é o fator positivo da situação – crianças e jovens cristãos buscam ficar mais juntos. “Eles naturalmente se juntam, pois compartilham os mesmos desafios. Os ministérios da igreja ajudam muito nisso”, diz um pastor do Norte da África. Durante os jogos da Tunísia na Copa, lembre-se de orar pela Igreja Perseguida desse país, onde até mesmo os pequeninos são perseguidos por causa da fé.
*Nome alterado por segurança.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Agora é oficial: vício em jogos eletrônicos é classificado pela OMS como distúrbio mental


A Organização Mundial da Saúde (OMS) está anunciando nesta segunda-feira (18) que a obsessão em jogos eletrônicos passa a ser oficialmente classificada como distúrbio mental, e o termo oficial em inglês para essa condição é "gaming disorder".
Essa decisão já havia sido anunciada no final de 2017, mas ainda faltava a publicação de uma revisão do manual de classificação de doenças da organização. Agora, o distúrbio já consta na 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID), e é descrito como um "padrão de comportamento persistente ou recorrente" que pode se tornar tão intenso que "toma a preferência sobre outros interesses da vida".
Apesar de muitos pais se preocuparem com o tempo que seus filhos gastam em jogos, são raros os casos que se enquadram na descrição da OMS. De acordo com a agência de saúde ONU, esses quadros atingem menos de 3% dos gamers.
Já vimos casos bem extremos, como um casal que foi preso em 2014 sob acusação de vender seus dois filhos para comprar itens especiais em jogos online. NO ano passado, a Tencent teve que limitar o tempo das partidas em seu título Honor of Kings para combater o vídeo de seus jogadores. São situações assim que precisam ser evitadas, detectando o problema antes que as consequências sejam graves.
De acordo com o Dr. Vladimir Poznyak, da OMS, existem três características principais necessárias para o diagnóstico deste distúrbio:
  • Hábito de jogar tem precedência sobre outras atividades, na medida em que outras atividades são colocadas em segundo plano;
  • Falta de controle sobre esses comportamentos, mesmo quando as consequências negativas ocorrem;
  • A condição leva a um sofrimento significativo e prejuízo no funcionamento pessoal, familiar, social, educacional ou ocupacional.
No geral, o impacto negativo deve ser perceptível por pelo menos um ano antes que um diagnóstico seja feito.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

EVANGELISTA SOFRE ATAQUE CARDÍACO FULMINANTE ENQUANTO PREGAVA A PALAVRA DE DEUS EM PERNAMBUCO


NO ÚLTIMO DIA 6, NA ASSEMBLEIA DE DEUS – ABREU E LIMA, APÓS PREGAR NA CONGREGAÇÃO POLO DE CAETÉS I, ABREU E LIMA (PE), O EVANGELISTA EVANDRO LOPES, DE 40 ANOS, FALECEU AINDA NO PÚLPITO. 

De acordo com relatos dos fiéis que estavam presentes no culto, num Círculo de Oração, o pregador, depois de pregar com destemor, “olhou para o céu, ficou calado… e disse para a igreja: ‘Deus está mandando que ninguém se espante com o que vai acontecer!'”. Depois de pronunciar estas palavras, Evandro começou a desfalecer.
Apesar de algumas irmãs, que eram técnicas de Enfermagem, prestarem os primeiros socorros, ele veio a falecer. Segundo sua esposa, o evangelista havia revelado a ela que o desejo dele era partir da Terra enquanto estivesse pregando a Palavra.
Evandro Lopes deixa um filho pequeno e a esposa gestante de gêmeos. Toda a igreja está de luto.
Fonte: PETRUS NEWS

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Aplicai os vossos corações aos vossos caminhos

Por João Paulo Souza

No tempo do reinado do rei Dario, mais especificamente no segundo ano de seu governo, veio a Palavra do Senhor ao profeta Ageu. O conteúdo da mensagem era grave, pois o povo de Judá havia esquecido a Casa do Senhor, para se voltar para o seu próprio conforto. Enquanto o Templo de Deus estava precisando de uma reforma, o povo se abrigava em suas casas bem construídas (Ag 1.4). As coisas de Deus eram deixadas de lado.
Ao observar o desprezo pelo Templo do Senhor, o Eterno levantou Ageu para repreender os culpados e cobiçosos dentre o seu povo. “Aplicai os vossos corações aos vossos caminhos” (Ag 1.5). Quer dizer: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram” (Bíblia Nova Versão Internacional).
Embora houvesse da parte dos rebeldes investimentos consideráveis em sua terra, a falta de zelo pelas coisas de Deus trouxe-lhes vários desconfortos: colheita escassa, pouco alimento sobre a mesa, água minguada para beber, carência de roupa para vestir e parco dinheiro para comprar e investir (Ag 1.6).
Ainda assim, o povo não entendia que deveria voltar-se para Deus. Semelhantemente aos dias de Ageu, muitos cristãos, hoje, depreciam o que é de Deus, para buscarem seus próprios interesses. Seus corações andam flertando  com o mundo. Por isso, lembremo-nos da advertência de Tiago: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” (Tg 4.4).
Nestes últimos dias, quantos de nós não andamos afanosos, buscando coisas dispensáveis? Fazemos reflexões cuidadosas? Não! Acabamos contraindo dívidas que poderiam ser evitadas. E, nesse caminho, percebemos que o nosso dinheiro torna-se escasso; nossa comida racionada; nosso conforto minado; nossa espiritualidade comprometida.
Diante de um cenário tenebroso como nos dias de Ageu, vale tomarmos de empréstimo as sábias palavras do Senhor e concretizá-las em nossas vidas: “Aplicai os vossos corações aos vossos caminhos” (Ag 1.5). Só assim poderemos desfrutar de dias melhores!
Publicado por Gospel Prime.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fujamos da imoralidade sexual

Por João Paulo Souza


Escrevendo aos irmãos de Corinto, Paulo falou sobre o crente como membro de Cristo (1 Co 6.15). E, na segunda parte deste mesmo versículo, o apóstolo disse: "Tomarei os membros de Cristo e farei deles membros de uma prostituta?". Paulo quis alertar os coríntios, para que estes não violassem os seus corpos com a imoralidade, tão evidenciada naquela cidade.
No versículo 18 de 1 Coríntios 6, o doutor dos gentios afirma: "Fugi da imoralidade [prostituição]" (grifo nosso). Por que ele advertiu os irmãos a fugirem desse pecado? Por que não disse para os coríntios enfrentarem as tentações sexuais? Porque é muito difícil deixar-se envolver por tentações sexuais e conseguir fugir delas.
Uma passagem bíblica muito conhecida que ilustra muito bem essa verdade encontra-se em Gênesis 39. Este capítulo narra a história de José na casa de Potifar. José era o administrador maior da casa de Potifar. Ele tinha livre acesso a todos os cômodos e setores da mansão do seu senhor. Porém, por ser belo de porte e de rosto, a mulher de Potifar desejava-lhe, a ponto de tentar se deitar com ele.
Ao observarmos atentamente a passagem supracitada, identificaremos, pelo menos, três estratégias elaboradas pela mulher de Potifar contra a honra de José. Num primeiro momento, ela lhe fez o convite tentador: "Deita-te comigo" (v. 7). Depois, não sendo atendida pelo homem de Deus, insistiu com ele por vários dias. Todavia, José permaneceu irredutível (v. 10). Na terceira estratégia, a adúltera lançou mão da força física: "Então ela, pegando-o pela mão, lhe disse: Deita-te comigo!" (v. 12). Mas o filho de Jacó não cedeu mais uma vez.
Você pode imaginar quão bela e cheirosa não estava aquela mulher? O "ninho" de amores já estava pronto, esperando os dois pombinhos... Sem dúvida, se José cedesse à tentação, sua honra seria jogada no lixo! A promessa que havia recebido da parte de Deus estaria arruinada, e certamente seria morto por Potifar. Mas não foi isso o que aconteceu, porque o Senhor fez-lhe justiça e interviu em sua história.
Através da história de José podemos compreender que não devemos flertar com as tentações sexuais que nos podem assaltar. Melhor é fugir! Por isso, não manchemos o nosso nome. Não envergonhemos o nome de Deus. Não magoemos as pessoas que nos amam!
"Porque não veio sobre vós nenhuma tentação que não fosse humana. Mas Deus é fiel e não deixará que sejais tentados além do que podeis resistir. Pelo contrário, juntamente com a a tentação providenciará uma saída, para que a possais suportar" (1 Co 10.13).

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Daniel, um homem de oração

João Paulo Souza


Quem ler o livro de Daniel, fica impressionado com a demonstração de fidelidade dele. Mesmo rodeado de falsos amigos e de ambientes hostis à sua fé, Daniel permaneceu firme em suas convicções acerca de Deus.

A despeito de tantos desafios impressionantes que Daniel enfrentou na Babilônia, chama-nos a atenção a maneira como ele lidou com o edito do rei, que havia assinado contra qualquer súdito que buscasse outro deus além de sua pessoa. Daniel, diante da postura negativa do rei Dario, não baixou a guarda, mas buscou a Deus em oração (Dn 6.10).

A postura de Daniel diante das ameaças, ensina-nos algumas lições. Vejamos Daniel 6.10:

1) Mesmo passando por perseguições terríveis, devemos orar a Deus: "quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa[..] e orava";

2) Devemos sempre ter um lugar específico de oração: "entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto[...] orava";
3) Na oração, devemos ter disciplina: "três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava";

4) O agradecimento ao Senhor também deve estar em nossas orações: "e dava graças, diante de seu Deus";
5) A oração deve ser constante em nossas vidas: "[...] e orava[...] como costumava fazer".

Nós não poderíamos terminar este escrito sem dizer que, quando o rei assinou o edito contra Daniel, este tinha cerca de 85 anos de idade, ou seja, era um idoso. Mas o que podemos aprender com isso? Que, mesmo se formos jogados na "cova dos leões", a perseverança na fé e nas coisas de Deus é o segredo para que o Senhor possibilite vivermos os seus milagres:

"O meu Deus, enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum" (Dn 6.22).

Aleluia!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ninguém vos domine ao seu bel-prazer

Por João Paulo Souza



O apóstolo Paulo, advertindo os crentes colossenses sobre as falsas doutrinas, alertou-os que havia líderes ali que queriam dominar suas vidas, demonstrando aparência de humildade. E, detectando esse tipo de comportamento, disse aos irmãos de colossos:
1) "Ninguém se faça árbitro contra vós outros" (Cl 2.18). Se fazer árbitro contra o próximo significa querer mandar na vida alheia, de modo que o próximo não tenha liberdade para viver. Por exemplo, há líderes que querem saber o que comemos, o que bebemos, com quem andamos, onde dormimos, onde trabalhamos, com quem namoramos (noivamos ou casamos), de que horas saímos ou chegamos em casa, quais os nossos planos para o futuro... enfim, uma enxurrada de informações que, em sua totalidade, não lhes compete saber. Inclusive adoram vasculhar a vida alheia por meio das redes sociais, como Facebook, Instagram, Whatsapp etc., com o intuito de, caso não se deixem dominar, prejudicá-los de alguma forma. Porém, caso tenham um cargo hierárquico "inferior", denunciem os irmãos, mesmo sem motivo, aos seus líderes, para que estes tomem "providências".
2) "Pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal" (Cl 2.18). Os falsos líderes que estavam em Colossos aparentavam serem humildes, mas, na verdade, eram hipócritas. Certamente, esse tipo de gente tenta, a todo custo, dominar o próximo por meio de comportamentos que, a olhos nus, são "aprovados" pela massa eclesial. Além disso, adoram contar suas supostas experiências com Deus, com o intuito de mostrar para a igreja que são mais espirituais do que os irmãos. Mas o apóstolo Paulo percebeu os ardis daqueles falsos líderes e, sabiamente, advertiu os colossenses.
3) "[...] e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus" (Cl 2.19). Esses falsos líderes são estão - nem um pouco - preocupados em agradar a Cristo. O que eles querem mesmo é serem reverenciados pela igreja, tomando, desse modo, o lugar devido a Cristo: "não retendo a cabeça [Cristo]" (grifo nosso).
A partir do exposto, fica fácil de entendermos que o verdadeiro líder cristão não se preocupa em dominar os seus liderados, mas, conforme Pedro disse, procura servir ao rebanho como exemplo: "nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho" (1 Pe 5.3).

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O pecado da denominaciolatria

Nas Escrituras, fica muito claro que devemos adorar apenas ao único Deus verdadeiro (Dt 6.4; Ex 20.3; Is 43.10-11; Rm 11.33-36; Ap 19.10). Sem dúvida, essa é uma verdade irrefutável.
Contudo, percebemos que, no meio cristão evangélico, há pessoas que adoram suas denominações. Elas não sabem que a adoração que não seja a Deus é pecado? Com esta atitude, elas tentam transparecer ao mundo e a outras denominações serem a Igreja de Cristo. Mas isso não é verdade. A Igreja de Cristo não é uma denominação cristã, que é uma igreja local, falível. A Igreja de Cristo é mística, invisível, fundada pelo próprio Jesus (Mt 16.18) e eterna.
Em suma, se você acredita que apenas a "sua" denominação é a Igreja de Cristo, está em pecado, porque suas atitudes não refletem, efetivamente, as atitudes de Cristo.

Por João Paulo Souza